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Das mãos negras, um veludo branco…

Parintins, localizada na margem direita do grande Rio Amazonas, assistiu, em 1917, na Baixa do São José, ao surgimento de uma lenda. Criado pelas mãos negras de um pescador, nascia aquele que é considerado um monumento da cultura popular: o Boi-Bumbá Garantido.

Seu criador é Mestre Lindolfo Monte Verde, um negro pescador, filho de Alexandrina Marinho, carinhosamente conhecida como Dona Xanda.

Ciente da força emocional de sua obra, Lindolfo adotou o coração como símbolo maior de fidelidade ao amor primeiro. O boi ostenta na testa o coração vermelho mas, é no peito de sua enorme nação, que ele pulsa como código genético de irmandade: somos povão por identidade.

As cores do pavilhão são o vermelho e branco. Seu reduto é e sempre será a “Baixa do São José”, antiga “Baixa da Xanda”, Zona Norte de Parintins. Chama-se Garantido porque foi garantido a São João Batista, e no embate com outros bois rivais, que sua “madeira” (chifre) nunca quebrava, isso era “garantido”.

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Foi de promessa cumprida que nasceu o Boi Garantido.

Após ser acometido de uma malária, mestre Lindolfo prometeu a São João Batista que, se curado fosse, rezaria uma Ladainha e botaria um boi, enquanto vivesse – Isso estava “garantido”. Curado, sua promessa foi cumprida no dia 24 de junho, dia de seu santo protetor.

Mais de 100 anos depois, o Garantido segue como campeão absoluto do Festival Folclórico de Parintins e como um legado estupendo do saber de um mestre pescador. Que soube tirar de suas mãos negras, um veludo branco em poesia: o Boi Garantido.

Por força da poesia, da religiosidade e dos ensinamentos do seu fundador, o Garantido é um Bumbá de vanguarda, uma vez que exerceu e prossegue exercendo influência protagonista na história do fenômeno boi-bumbá em Parintins.

Enquanto Boi de vanguarda, entre a sua fundação e os dias correntes, foram tantas as causas justas por ele abraçadas, entre as quais, a defesa da Amazônia, da sustentabilidade, dos povos indígenas e respectivas culturas e das comunidades quilombolas!

Garantido, o Boi do Povão!


Garantido, o Boi da Amazônia!

 

Nossa Diretoria

Presidente:

Antônio Andrade Barbosa.

Diretores Financeiros

Emerson de Alencar Correa.

Wagner Augusto Goés Gosta

Vice-Presidente:

Idamar da Silva e Silva.

Diretores Secretários

Flávio da Costa Farias.

Márcio Batista dos Santos.

Diretores Administrativos

Ronildo Pedro Batista Monteverde.

Adrianilson Goés de Souza.

Diretores Jurídicos

Camille Xavier de Andrade.

Raimundo Davi Jeronimo.

Coordenação e Direção Geral da DGE (DIREÇÃO GERAL DO ESPETÁCULO)

Rubens Alves.

Mencius Melo.

Ito Teixeira.

Diretores Sociais:

Maria da Conceição Guimarâres de Oliveira.

Daniela Barroso Costa.

 

Compositores e toadas

Amazônia do Povo Vermelho (Templo de Luta)
(Bruno Bulcão / Jaércio Anselmo)

Revolução do Garantido
(Paulinho Du Sagrado / Gabriel Moraes)

Partiu Parintins
(Rubens Alves / João Medeiros / MA Medeiros / Marcelo Augusto)

Legado Indígena
(João Medeiros / Maurinho Magalhães / Marcos Lima)

 

Ouça o
Boi Garantido

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